terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Aonde você encontra Deus.

Toda vez que eu acho que eu não vou dar conta... O Mandrake tá lá esticando a patinha pra mim... E eu seguro a pata desse cachorro... E falo... A gente vai conseguir, Mandrake... A gente vai conseguir! E ele... Que é um cachorro... Meche as patinhas apertando minha mão... Olha bem dentro dos meus olhos e deita no meu pé.

E eu lembro que não há nada que eu e ele não possamos superar. 

Deus te envia anjos que vc jamais imaginaria...

Eu conheci o Mandrake aonde nós dois tinhamos que estar... Acredito e sinto como uma benção. 

Que eu possa ir, servir... E receber e cumprir...

Amém.

Oxalá.


quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Cavalo dado... vem com cabresto?

- Vai, vai, vai!
- Pra onde???
- Pra frente! Vai!
- Mas...
- VAI!
(corre)
- Pára!
- Por quê???
- Você não está vendo???
- Vendo o quê???
-Ali, óh!
- Não. Quem tem o panorama é você. Desce do meu lombo e me explica.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Assim. Só. Só assim.

Eu estou aqui pensando em você.
Acendi um incenso em sua homenagem...
É de rosa vermelha.
Abri um vinho...
Acendi porque tem haver com amor.
Bebi porque amo.
Você não está aqui agora.
Nem me disse que sentia falta de estar...
Aqui...
Agora..
Então..
Só eu.
E terminou o incenso.
E acabou o vinho.
E eu sou só assim.
Só.
Assim.

AHHHHH!!!

Eu queria gritar pra todo mundo ouvir!
Eu queria gritar pra alguém me ouvir!
E dizer e contar!
E falar e falar e falar...
Eu queria!
Eu queria gritar e gritar!
Dizer e contar!
Eu queria gritar!
Mas era tarde.
Eu queria dizer com todas as palavras.
Não tinha ninguém!
Eu queria um abraço...
Mas não tem braço aqui.
Eu queria só dizer baixinho...
Um sussurro...
E daí é tarde da noite... e já não se pode mais nada.

"Para raio e Paranoia"

Expressões sobre o tempo pra mim são todas invocações bíblicas. Uma blasfêmia!
Sabe aquela expressão que a gente esbraveja quando tá muito puto da vida com alguém, tipo:
- O raio que o parta!
Eu nunca usei desse desabafo... Porque eu tenho é medo!
Tenho medo de que numa tempestade, naquela força primal fulminante, a gente vá ser mandado pro oblívio sem direito a um adeus.
Eu presto atenção no céu. Com amor e com medo.

sábado, 17 de setembro de 2016

A mão que descreve as coisas.

Creio que escrever é um exercício que pede coragem.
Empenha-se a caneta e a mão descreve melhor o tempo do que o texto que se desenha.
Desço minha ferramenta e vou ao banheiro me olhar no espelho.
Já sou eu.
É só cabeça, corpo, mente ainda...
Às vezes a gente é coisa, pintura abstrata...
Mas depois que você aprecia a coisa toda na frente do espelho e se vê ali, percebe...
É a mão, primeiro, que tá já há algum tempo traquinando.

sábado, 3 de setembro de 2016

Encontros mudos

- "Oi"
- "Oi"
- "Eu te quero."
- "Eu te quero."
- "Eu quero te conhecer. Saber quem você é... E te mostrar quem eu sou. Me entregar pra você."
O ônibus para. Eu levanto e desço. No caminho para a porta, claro, o último olhar.
- "..."
- "..."
E o ônibus vai embora.