Creio que escrever é um exercício que pede coragem.
Empenha-se a caneta e a mão descreve melhor o tempo do que o texto que se desenha.
Desço minha ferramenta e vou ao banheiro me olhar no espelho.
Já sou eu.
É só cabeça, corpo, mente ainda...
Às vezes a gente é coisa, pintura abstrata...
Mas depois que você aprecia a coisa toda na frente do espelho e se vê ali, percebe...
É a mão, primeiro, que tá já há algum tempo traquinando.
sábado, 17 de setembro de 2016
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